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A Função da livraria na Casa Espírita

“O livro nobre livra da ignorância, mas o livro espírita livra da ignorância e livra do mal. (…)” *

É raro, hoje, encontrar Casa Espírita que não possua em suas dependências uma livraria.

Isso é extremamente positivo, pois, como todos sabem, o caráter da revelação espírita é primordialmente literário, tendo sido a própria Codificação um conjunto de livros. Não diminuímos, com isso, em nenhum aspecto os outros meios de divulgação doutrinária, como as palestras, e muito menos perdemos de vista o caráter fundamental da vivência dos postulados codificados por Kardec. Apenas reforçamos que é ele, o livro, o maior meio de difusão da mensagem trazida pelo Espírito de Verdade através de Kardec.

Existem diversos fatores que alavancam a presença das livrarias espíritas dentro dos centros: o interesse do público em geral pela literatura espírita, especialmente neste momento onde vemos o lançamento de filmes e novelas com temática espírita ou espiritualista; o auxílio que as verbas obtidas com a venda dos livros oferecem ao sustento da Casa; legislação específica que isenta de tributos (impostos) a venda de livros religiosos, dentro dos templos (Art. 150 da Constituição Federal e outras leis); e, claro, o desejo de divulgação das ideias espíritas e de consolação aos que sofrem.

Qual, no entanto, a função primordial da livraria na Casa Espírita?

Alguns acreditam que a livraria tem, como motivo fundamental de existir, ser fonte de lucro e assim auxiliar na manutenção da Casa. Outros veem na livraria um ambiente de convivência, onde se pode conversar enquanto se aguarda a palestra ou outra atividade. Já outros acham que a livraria é, fundamentalmente, um agente de divulgação doutrinária, um ponto de oferta clara de informação espírita, que é a demanda do público que busca a Casa Espírita, seja o frequentador habitual, seja aquele que chega pela primeira vez.

O Espiritismo possui, hoje, pouquíssimos espaços de divulgação em sua pureza, sem enxertos, visões pessoais ou distorções. Temos filmes de cunho espiritualista que misturam Doutrina Espírita com conceitos de outras religiões ou mesmo com ficção pura e simples; temos novelas anunciadas como de cunho espírita, mas que apresentam elementos contrários à Doutrina; temos revistas que trazem o termo “espírita” no nome, mas tratam de assuntos alheios aos que Kardec codificou, e temos livros que se dizem espíritas e que deturpam, ou mesmo atacam,  as bases dos ensinamentos que os Espíritos nos transmitiram através de Kardec. Porém, nenhum destes tem compromisso com a Doutrina, não cabendo a eles fidelidade ao Espiritismo.

O compromisso do produtor cinematográfico e da emissora de TV é com a audiência ou venda de ingressos; o compromisso do editor de revista é a tiragem e lucro com as vendas; o do escritor que não se atém à Doutrina é o lucro pessoal.

Mas o compromisso da Casa Espírita é com a Doutrina, apenas com a Doutrina.

É por isso que a função primordial, senão única, da Casa Espírita é a divulgação da Doutrina Espírita, em sua pureza, com preocupação absoluta com a qualidade e fidelidade doutrinária dos livros.

Qualquer outro benefício trazido pela livraria é colateral e consequente e não objetivo primário.

Para os recém-chegados a Casa, a livraria é uma representante da Doutrina Espírita. Ele crê que aquilo que lá é oferecido é Espiritismo.

Utilizar o espaço da livraria para comercializar qualquer material não espírita é diminuir o espaço que podemos usar para divulgação da Doutrina.

Pode-se questionar, então, qual critério é usado para diferenciar uma obra espírita de uma não espírita: livros espíritas são aqueles cujo conteúdo está completamente alinhado à Codificação, sem excessos nem deficiências. Além disso, são livros que, se falam em conceitos de outras religiões, o fazem sempre a partir de um ponto de vista espírita, dedicando a essas religiões o respeito que merecem, sem jamais desviar das bases doutrinárias do Espiritismo. São, ainda, livros cujo lucro jamais se destina ao autor, mas é direcionado a órgão espírita de divulgação, a federativas espíritas, casas espíritas ou obras de caridade.

Dessa maneira, não são espíritas,  livros que se utilizam ostensivamente de nomenclaturas de outras religiões para se referir a Espíritos, utilizando-se de um imaginário não pertencente à Doutrina; livros que descrevam como necessários rituais, paramentos, objetos de culto, oferendas e afins para qualquer objetivo. E não são espíritas livros cujo autor lucre com elas.

Na obra “Conduta Espírita” André Luiz nos lembra: “Sem o culto da pureza possível, não chegaremos à perfeição”. Lembremo-nos, ainda, que os Dez Mandamentos haviam sido deturpados desde Moisés e que Cristo veio “para cumprir a Lei e não destruí-la” e que prometeu enviar o Consolador, para reparar as distorções que o Cristianismo sofreria e para explicar melhor algumas ideias que os homens daquela época ainda não estavam maduros para entender. Assim, não podemos deixar que o Espiritismo seja deturpado, mistificado ou enxertado, nem que seus ensinamentos sejam envolvidos por meias verdades.
O Espiritismo não precisa de nós, mas nós precisamos dele, imperfeitos que somos.

Não é a Doutrina que deve se transformar para se adaptar a nós, mas nós é que necessitamos urgentemente nos transformar, pelo estudo e compreensão dos postulados deste facho de luz chamado Doutrina Espírita.


* Frase do  livro: Mentores e Seareiros, Francisco C. Xavier, pelo espírito Emmanuel, Rio de Janeiro, IDEAL, 1993.

(Texto elaborado por Dorli Schmidt, com base em artigo com o mesmo título, de autoria de André Luiz Anciães dos Santos, publicado na Revista Reformador, Nº 2.181, de dezembro/2010). 


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