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Arthur Conan Doyle

 

 
Grandes Vultos do Espiritismo
 
Por Maria Aparecida Romano
 
Coube a Edimburgo, na Escócia, cidade conhecida como "a nova Atenas", contar entre seus filhos mais ilustres aquele que ficou conhecido como o mais famoso escritor de história de detetives, "Sir" Arthur Conan Doyle, nascido a 22 de maio de 1859. Influenciado pelas tradições culturais de seu povo e por um propício ambiente familiar, onde seus pais, Charles Altamont Doyle e Mary Foyle Doyle, católicos severos, lhe proporcionaram sólida formação espiritual, soube exteriorizar o seu poder criativo brilhando em diversas áreas da atividade humana.
 
Aluno de padres Jesuítas em Stanyhurst, Lancashire, na adolescência já revelava forte inclinação literária, escrevendo vários contos. Embora de descendência nobre, sua família não era abastada. Dessa forma, enfrentaria dificuldades para estudar e formar-se em medicina no ano de 1881 (quatro anos mais tarde recebia o título de Doutor), empreendendo uma viagem de sete meses como médico de bordo no baleeiro Hope.
 
De volta à Escócia, buscou firmar sua carreira em Southsea, mas sua clientela era escassa. Nessa época o médico dependia de referências, geralmente fornecidas pelo clero, e embora a formação de Doyle fosse católica, já era um conhecido questionador da filosofia da Igreja.
 
Resolveu se empenhar para que seus trabalhos literários fossem aceitos. Aproveitando as experiências vividas nas regiões antárticas e costas ocidentais, escreveu cartas narrativas. O seu casamento com Louise Hawkins, que lhe daria dois filhos (Mary Louise e Kingsley), no ano de 1885, foi seguido de um crescente êxito literário.
 
 
 
Sherlock Holmes
 
Atraído por romances de mistérios, interessou-se pela obra do escritor americano Edgar Allan Poe, especialista em histórias extraordinárias. Em 1888, apresenta ao mundo Sherlock Holmes, detetive amador, precursor da moderna polícia técnica, que, ao lado do Dr. Watson, empreenderia excitantes aventuras, tendo início em Um estudo em escarlate e O cão dos Baskervilles.
A criação do famoso detetive teria sido inspirada no Dr. Joseph Bell, um antigo professor da Universidade.
 
À medida que a dupla alcançava popularidade, grandes modificações na vida do escritor foram acontecendo. Sem abandonar a profissão, dedicou-se à literatura, pois desejava do público mais atenção para seus estudos históricos As explorações do General Gerard e A História de Waterloo. Nessa época, sem ser político, prestou relevante serviço à pátria, participando de uma série de viagens aos Estados Unidos como representante oficial do Governo Britânico, proferindo conferências na área política.
 
Posteriormente, residindo no Egito no período em que a Inglaterra travou luta contra os Boers (camponeses sul-africanos de origem holandesa), teria oportunidade de servir como correspondente de guerra. As experiências obtidas lhe possibilitaram publicar The tragedy of koskoro e Sir Nigel, abordando assuntos africanos.
 
Devido ao precário estado de saúde de sua esposa, regressou à Inglaterra, quando pôde sentir melhor os momentos críticos que a nação passava. Saiu em defesa do Exército Britânico em serviço na África do Sul. Sua atitude revelava os pensamentos de um súdito leal, preocupado com a imagem de sua raça. Enquanto clinicava no Hospital Langman Field, elaborou um estudo minucioso sobre a Guerra, The Great Boer War, recebendo severas críticas dos seus adversários. Não se intimidou e, através de um panfleto, defendeu a conduta do país.
 
Durante a 1ª Guerra Mundial, colocou sua pena a serviço dos aliados. Causes and Conduct of the Word Wat logrou traduções em doze idiomas e History of the Britsh Campaign in France and Flanders representou a sua última contribuição como escritor no setor político. Entretanto, as atividades deste grande intelectual não conheciam limites.
 
Doyle e o Espiritismo
 
 
Aclamado como escritor pelos povos e pela crítica, agraciado com o título de "Sir" pelo Rei Eduardo VII, sua figura marcante será sempre lembrada com profundo respeito entre os seguidores da doutrina codificada pelo francês Allan Kardec.
 
Após renunciar ao catolicismo, por não satisfazer seu espírito evoluído, permaneceu um convicto-materialista-deista, isto é, acreditava em Deus, mas rejeitava as Revelações. Passou a se preocupar com um novo e delicado assunto: o psiquismo. Com sua habitual elegância, manteve-se neutro com as polêmicas suscitadas entre os cientistas ingleses com relação aos fenômenos espíritas evidenciados em toda a parte.
 
Em 1887, visitou o General Drayson, astrônomo convertido ao espiritismo, que lhe assegurou ser um fato a existência além da morte. Doyle não era homem de aceitar facilmente as coisas, mas diante dos seguros argumentos apresentados por seu paciente, foi levado a meditar e ler algumas obras espíritas. Em pouco tempo, estava familiarizado com as verdades da nova doutrina e como não havia chegado a uma conclusão definitiva, esforçou-se para adquirir um conhecimento mais profundo.
 
A personalidade humana e sua sobrevivência à morte do corpo, de Frederich Meyers, autor inglês conhecido por suas investigações psíquicas sobre alucinações telepáticas, impressionou-o bastante, decidindo fazer suas próprias experiências com mesas girantes. No dia 24 de junho de 1887, com a colaboração do Sr. Horstead (médium experimentado), realizou sob severo controle a primeira de uma série de sessões. A sua conversão definitiva só se concretizaria após a leitura da obra Memórias do Juiz Edmonds.
 
No dia 27 de julho de 1887, a Revista Light publicou a célebre carta de Doyle. Nela, o escritor manifesta todo o seu respeito aos postulados da nova doutrina, explicando as razões que o levaram à conversão. O conhecido espírita brasileiro Cairbar Schutell publicou a tradução na edição de 15 de junho de 1929 da Revista Internacional do Espiritismo. A carta tornou-se um dos mais valiosos documentos da história do espiritismo.
 
A enfermidade de sua esposa não lhe permitia dispensar maior tempo às investigações. Apesar das constantes viagens à Suíça para tratamento de cura, no dia 04 de julho de 1906 ela desencarnou, vítima de tuberculose.
 
Em setembro de 1907, casou-se pela segunda vez, com Jean Leckie, que também lhe daria dois filhos (Denis e Adrian).
 
Após comunicar-se com o espírito de um irmão desencarnado, sua nova esposa teve sua crença fortalecida, tornando-se uma eficiente colaboradora, acompanhando-o nas viagens de propaganda doutrinária. De retorno à Inglaterra, após uma visita ao Canadá às vésperas da 1ª Guerra Mundial, prestou valiosos serviços na frente interna. Seu magnífico poder de intuição, demonstrado nas novelas, tornavam-se evidentes no conto Perigo! (1913), onde retrata com precisão práticas até então desconhecidas, que foram utilizadas no grande conflito (1914-18), como guerra submarina, torpedeamento de navios neutros, ataques aéreos etc.
 
Entre a dor e a esperança
 
Doyle crescia diante da dor. Em Nottinghan, preparava-se para uma palestra espírita quando foi avisado da morte do seu jovem filho Kingsley, por pneumonia, em Londres. Suas palavras não denunciaram a emoção sentida, mas passou a estudar o outro lado da guerra, empenhando-se arduamente na propaganda do espiritismo, para que a mensagem de consolo e esperança que a doutrina oferece pudesse penetrar no íntimo das criaturas.
 
Finda a guerra, sempre acompanhado de sua fiel companheira, iniciou um número incontável de viagens de divulgação encetadas à África do Sul, Rodésia, Cabo da Boa Esperança, Austrália, Nova Zelândia e Nairobi, onde teve a ocasião de falar para um auditório de 10 mil pessoas. Aos 70 anos de idade, ainda se sentiu capaz de empreender uma viagem à Escandinávia em missão conferencista. Lá sofreu um ataque cardíaco, do qual nunca se recuperou. Apesar das recomendações, não alterou sua forma de proceder, dando seguimento a sua tarefa.
 
A partida para o plano espiritual
 
Em 7 de julho de 1930, em Cowborough, Sussex, partiu para as regiões sublimadas do espaço uma das mais valiosas criaturas que a humanidade conheceu.
 
Inteligência robusta e espírito preclaro, nunca utilizou nos papéis o escudo de nobreza da família. Ao recusar a distinção de Par do Reino Unido da Grã-Bretanha, em troca do repúdio ao espiritismo, estava consciente que sua fidelidade doutrinária significaria não só a perda de tão excepcional oportunidade, mas também de amigos preconceituosos. Entretanto, não vacilou ao aceitar os honrosos cargos de Presidente de Honra da Federação Espírita Internacional, Presidente da Aliança Espírita de Londres e Presidente do Colégio Britânico de Ciências Psíquicas.
 
Dada à projeção do seu nome, deve-se a Conan Doyle parte da penetração da doutrina espírita em muitos países, notadamente aqueles de língua inglesa. Abalizado conferencista, através de serenas e emocionantes narrativas chamava a atenção das plateias para a veracidade dos fenômenos espíritas, deixando sempre um rastro de luz por onde passou.
 
Colocou seu talento de escritor a serviço da doutrina, com obras que enriquecem qualquer biblioteca espírita. Mensagem Vital, A Nova Revelação; Memórias e Aventuras e A História do Espiritismo, vertida para o português em 1960, é considerada uma das mais completas no gênero. Num dos seus trechos mais importantes, pode-se observar claramente o profundo respeito que Doyle conferia à nova doutrina: "Os homens haviam perdido o contato com as vastas forças que os rodeiam e o espiritismo, que é o maior movimento registrado desde há dois mil anos, vem salvar-nos dessa situação, dissipar as nuvens que os envolvem e mostrar-lhes novos horizontes. Já brilhou o sol da Verdade no horizonte. Dentro em pouco o vale também estará iluminado." Arthur Conan Doyle. 
 
Fonte: Revista Cristã de Espiritismo - Edição nº 08

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